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Como muitos de vós saberão, a atividade física recreacional está associada a uma esperança de vida mais longa. Estes benefícios são observados inclusivamente em quantidades mais pequenas de exercício e são independentes do peso corporal. É, pelo menos, o que nos diz o estudo do Instituto Nacional de Cancro (NCI).

Os ganhos de esperança de vida foram tão grandes como 4,5 anos! Valerá a pena desprezar estas melhorias?

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Se pensam que só “acontece aos outros”, não é verdade. A recomendação actual da Organização Mundial de Saúde (OMS) são 2,5h de exercício por semana com intensidade moderada, ou 1,25h de exercício com intensidade alta.

É aconselhado também pelo menos 1-2x por semana exercícios de resistência muscular (ginásio, powerlifting, calisténicos, etc).

Para quem pratica mais exercício físico do que o recomendado, existe, tendencialmente, uma propensão para notar mais benefícios a nível de saúde a longo prazo e, consequentemente, poder alcançar mais anos de vida.

Para além disso, foi também comprovado como o excesso de peso afecta a longevidade de cada indivíduo.

A obesidade por si só constitui-se como um dos factores que leva a uma esperança média de vida mais curta. No entanto, os estudos mostram que ainda assim pessoas obesas que cumpriram os requisitos de actividade, conseguiram mitigar alguns males causados pela obesidade, levando a que alcançassem mais anos de vida.

Obesos sedentários, dependendo do grau de obesidade, chegam a ter em média menos cinco a sete anos de vida, comparativamente a pessoas com peso “normal” e moderadamente activos.

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A todos estes benefícios já descritos, o exercício físico está associado a uma maior capacidade de manter um peso corporal saudável, tal como ossos, músculos e articulações saudáveis. Existem também algumas conclusões em que a prática de exercício pode prevenir alguns cancros.

[Tweet “Não subestimar a importância da actividade física no que diz respeito à nossa saúde”]

Em Portugal, tal como foi analisado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), o factor que levou a que mais pessoas perdessem a vida, no ano 2012, foi o Acidente Vascular Cerebral (AVC), possivelmente associado à nutrição inadequada e à falta de prática de exercício físico.
No top 10 estão:

1.       AVC (13,2%);

2.       Ataque Cardíaco (8,6%);

3.       Infecções respiratórias (6,2%);

4.       Diabetes (4,7%);

5.       Cancro do cólon (4,4%);

6.       Cancro da Traqueia, Brônquios, Pulmão (4,2%)

7.       Cancro do estômago (2,7%);

8.       Doença Pulmonar obstrutiva crónica (DPOC) (2,6%);

9.       Cancro da Próstata (2%);

10.   Hipertensão Arterial (2%).

Como podem ver, todos eles conhecidos e todos eles com uma forte relação na ausência de cuidados.
 
Assim, o cataclismo começa:
Hábitos de vida pouco saudáveis -> Obesidade -> Hipertensão -> colesterol elevado (risco de ataque de coração) -> Diabetes -> Cancro -> Depressão…
Na maioria das vezes justificamo-nos com a falta de tempo para a prática de exercício físico. Porém, se viermos a padecer de alguma doença, teremos de ter tempo para tratá-la e, se ainda formos a tempo, curá-la! Neste sentido, não esperem que a doença vos bata à porta. E mudem a vossa vida hoje!
 
Reference: Moore SC, et al. Leisure Time Physical Activity of Moderate to Vigorous Intensity and Mortality: A Large Pooled Cohort Analysis. PLoS Medicine. November 6, 2012. doi: 10.1371/journal.pmed.1001335.
https://www.cancer.gov/news-events/press-releases/2012/PhysicalActivityLifeExpectancy
WHO Portugal Statistical profile: http://www.who.int/gho/countries/prt.pdf?ua=1

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