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Hoje enquanto ouvia um podcast e trabalhava (no meu modo multitasking), ouvi o relato espectacular de um autor e treinador falando do quão erradas são as cheat meals.

Ele fez uma analogia brutal: Quando alguém está a curar uma dependência de droga, por acaso decides dar-lhe um pouco de Cocaína aqui e acolá para aliviar o tratamento? Na esperança que melhore? NÃO!!!!

O feedback corporal negativo, cada vez que comemos uma cheat meal , é horrível e principalmente a nível psicológico… E os efeitos, que todos sentimos pois já todos passamos por lá, são nefastos.

Passamos a semana a sofrer com macros/calorias baixas, chegamos ao fim da semana a imaginar e sonhar com a cheat meal de domingo e com o amanhecer enriquecido com o hashtag #CHEATMEAL, com uma pizza e 6 donuts. Ainda não acabamos de comer esta belíssima refeição no domingo (porque só pode ser ao Domingo), e já estamos a sofrer ao ver que o prato está quase no fim e que após aquela ultima garfada vai acabar toda esta orgia de calorias e sabores… A sensação de recompensa após comer é real, e muito complicada de controlar.

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Nos dias consecutivos à dita cheat meal os ataques de fome e as dores de estomago são gigantes, e a vontade de comer comida saborosa também são quase incontroláveis. Como se fossemos apoderados de um demónio que nos quer detonar de uma vez por todas a nossa dieta.

Alguns dias após, o nosso corpo volta perto da normalidade, e conseguimos comer de forma natural durante o resto da semana. De repente acordas, é sexta-feira e sentes um stress e cansaço enorme acumulados ao longo da dura semana de trabalho/estudos, de dores de estomago e privações, e só conseguimos “imaginar aquela cheat de domingo”. Os sentimentos são cada vez mais intensos, a cheat é comida cada vez mais rápido, e os dias seguintes são cada vez piores! Os distúrbios psicológicos que ficam e que nos afectam de forma incontrolada… São tão graves, que podem tornar-se obsessivos.

[Tweet “Ninguém cura um toxicodependente com pequenas doses de Cocaína”]

Então tu passas uma semana inteira a comer muitas das vezes aquilo que não gostas, a tentar ser “saudável”, e comer de forma muita das vezes quase impossível, para depois chegar á cheat meal e ter a expectativa que seja milagrosa? Que as calorias não contem? Será que alguém acredita nisto?

Custa-me ver diariamente o meu Instagram, onde vejo tudo eat clean e low carb ao longo de segunda à sexta, e ao fim de semana aquilo parece um forrobodó de fast food.

Na minha opinião, refeições livres e planeadas são outro campeonato… Ou períodos forçados de paragem na dieta, planeados e estruturados que são muito mais eficientes, alem de mais controlados e com MUITO menos efeitos obsessivos como os descritos neste artigo.

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Desta forma devemo-nos focar em ser coerentes com a dieta e que ela seja o mais bem-sucedida possível durante o menor tempo possível para chegar aos nossos objectivos, e desta forma planear 1-3 semanas de calorias de manutenção com mais comida e calorias, sob controlo e de forma estruturada, para aliviar algum do stress acumulado. Desta forma conseguimos controlar melhor o nosso apetite e a nossa mente.

Curiosos com o que fazer com esta informação? Prometo na próxima semana colocar a segunda parte com implementação prática!

#Descomplicando

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