INTRODUÇÃO

Olá! Hoje vamos falar de uma questão muito comum e muito pertinente, agora que as temperaturas estão a subir. “Quanta água devo beber?”

A HIDRATAÇÃO É ASSIM TÃO IMPORTANTE?

Não só é importante como é essencial! 

A água é uma necessidade básica para a vida, o nosso corpo é feito 60-70% água e a mesma está envolvida em quase todas as funções do nosso organismo. 

Para o treino é extremamente importante, porque sabemos que há reduções de performance aeróbia com perdas de fluídos na ordem dos 2%, e com 3% também há um impacto negativo na força (1).

SÓ ÁGUA É QUE HIDRATA?

Deves ter em conta todos os fluídos que ingeres, com uma pequena exceção… 

[E aposto que alguns de vocês já estavam a pensar nesta exceção 😉 ]

Álcool não conta! 

Aquela cervejinha a acompanhar os caracóis não contará, visto que o álcool desidrata (2). 

De resto a água, chás, sumos, refrigerantes, leite, café e qualquer outro fluído contribuem para a hidratação. 

Os próprios alimentos contam, apesar da sua contabilização ser muito complicada de quantificar. 

Em média cerca de 80% da tua ingestão de água provém de bebidas e 20% de alimentos (3). 

QUANTA ÁGUA DEVO BEBER?

Tens dois métodos para determinar a tua ingestão de fluídos: 

  • quantitativo, que calculas a partir do teu peso corporal 
  • e qualitativo, que tem em consideração as necessidades individuais. 

Quantitativo

Uma forma de determinar quanta água precisas é: 

  • beber 1 litro de fluidos por cada 23kg de peso corporal. 
    • Se tiveres 60kg, isto equivale a cerca de 2,6 litros. 

Qualitativo

O método quantitativo dá-te um valor fixo, mas que pode não ser o ideal. 

Se duas pessoas exatamente com o mesmo peso, mas com actividades físicas diferentes e a viverem em locais com temperaturas diferentes, a ingestão de fluídos certamente não será a mesma para garantir que estão hidratados. 

Daí gostarmos bastante de utilizar um método mais qualitativo (e peço desde já que não estranhes!). 

Vamos querer ter 5 urinas limpas por dia (4), ou seja, nem totalmente translúcida (como água) nem muito escura. 

Uma boa forma de começar é apontar para a ingestão de fluidos a partir do peso corporal. 

A partir daqui vais avaliar como influencia a frequência com que vais ao WC e cor das urinas. 

A partir daí podes ajustar a tua ingestão individual para conseguires as 5 urinas claras diárias, sem estares a ir constantemente à casa de banho. 

QUANDO BEBER?

Bem… não deves esperar até ter sede para beber água, porque nesse momento possivelmente já estás com uma ligeira desidratação. 

Vai bebendo ao longo do dia, sem grandes preocupações. 

Na zona envolvente do treino, com a transpiração acabas por perder mais água do que noutras actividades e algumas recomendações para estes momentos são:

  1. Pré-treino: 5ml por kg de peso corporal 2-3 horas antes. Para uma atleta de 60kg equivale a cerca de 300ml de água
  1. Durante: O suficiente para te manteres hidratado, dependente do treino. Nos treinos de força não necessitas de ir para bebidas com hidratos de carbono e eletrólitos, sendo apenas necessárias em actividades de moderada a alta intensidade e que ultrapassam os 60-90mn (ex: modalidades de endurance, como a corrida ou bicicleta). No entanto, se tiveres que fazer uma ingestão alta de hidratos de carbono diariamente podes aproveitar para ter uma bebida intra-treino com alguns hidratos. Neste caso, o objetivo é somente facilitar a ingestão de hidratos e não por questões de hidratação.
  1. Pós-treino: Cerca de 500ml e ir ingerindo mais alguma água nas horas seguintes.

CONCLUSÃO

Agora que sabes quanta água deves beber está na altura de colocar em prática 🙂 

Se tens dificuldades em beber água podes experimentar algumas infusões para dar sabor! Aproveita e refresca a tua sede, de forma Descomplicada

BIBLIOGRAFIA

  1. Kraft, J.A., et al., The influence of hydration on anaerobic performance: a review. Res Q Exerc Sport, 2012. 83(2): p. 282-92.
  2. O’Brien, C. and F. Lyons, Alcohol and the Athlete. Sports Medicine, 2000. 29(5): p. 295-300.
  3. Institute of medicine. Water. In: Dietary Reference Intakes for Water, Sodium, Chloride, Potassium and Sulfate, Washington, D.C: National Academy Press, pp. 73–185, 2005.
  4. McDonald, L. The baseline diet 2009: Part 1. 2009; http://www.bodyrecomposition.com/muscle-gain/the-baseline-diet-part-1.html/
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