O Poder da Mente nos Treinos

O Poder da Mente nos Treinos

Introdução

Já falamos anteriormente, várias vezes, do poder da mente. Na construção dos planos para mudar algo na tua vida, para definir estratégias e para implementar mudanças permanentes na alimentação.

Mas de que forma a mente pode influenciar nos treinos? Não falo em ir ao ginásio, mas sim no impacto direto na performance do treino. É sobre isto que vamos falar hoje, e o artigo vai focar-se em dois fatores relacionados com o poder da mente:

  • O conhecido “conexão mente-músculo
  • E o controlo sobre o Diálogo Interno

 

Estudos em análise

CONEXÃO MENTE-MÚSCULO

Se já conheceste algum aficionado “old school” do ginásio certamente já ouviste certamente dizer-te “contrai o músculo”, tens de “sentir” o músculo a contrair.

É conhecido na gíria como a conexão mente-músculo, ou seja, a capacidade de através do controlo mental gerar mais output força, ou pelo menos é esta a intenção. Existe um nome para esta conexão mente-músculo, chama-se sinalização interna.

A sinalização interna consiste na aplicação do foco numa parte do moimento ou do uso de alguma parte corporal em específico. Como exemplo dado no [3] usando o lockout (parte final do movimento) no supino plano, quando dizes “contrai os tríceps” ou “estica os cotovelos” é um tipo de sinalização interna. Usando o mesmo exemplo do supino dizer algo como “manda a barra em direção ao teto” é um tipo de sinalização externa.

Este estudo [1] analisou a importância da sinalização interna (também conhecido como conexão mente-músculo), através da análise da atividade dos músculos da perna quando era usada a sinalização interna como focar no músculo em especifico (neste caso contração do Vasto Medial).

Foi utilizado a leg extension e foi comparada a ativação usando a sinalização interna (contrair o Vasto Medial) vs. sinalização externa (apenas empurrar a almofada com a maior força possível).

Surpreendentemente, quer a sinalização interna quer a externa produziram exatamente os mesmos resultados a nível de força. Ou seja, mesmo utilizando a sinalização interna para forçar a ativação do Vasto Medial, outros músculos foram igualmente ativados para produção de força. Desta forma e a nível de controlo mental será mais eficiente usar a sinalização externa para produção de força durante o treino. Para que possas comparar vários tipos de sinalização interna e externa deixo a tabela abaixo retirada do [3] :

Sinalização Interna Sinalização Externa
Supino Aperta o peitoral Aperta o teu corpo contra o banco
Peso Morto Aproxima a tua anca da barra Puxa a barra em direção ao teto
Agachamento Mantem o peito para cima Tenta pressionar o mais forte possível contra o chão

DIÁLOGO INTERNO

Este estudo [2] decidiu comparar os efeitos do treino mental sob a performance e outros marcadores em dois grupos de Kickboxers de alta competição.

Os Kickboxers seguiram o mesmo esquema de treino ao longo das 12 semanas, com a diferença que um dos grupos acrescentou treino mental que incluía Diálogo Interno Motivacional (mais relevante para o artigo de hoje) e o Poder da Visualização.

O treino mental que incluía o Dialogo Interno Motivacional feito neste protocolo incluía que esse discurso fosse feito entre séries. E como foi feito? Foi pedido a todos os atletas que identificassem os seus Diálogos Internos Negativos e que fosse escrito, e que reescrevessem esse diálogo na positiva ou de forma motivacional. Por exemplo para uma atleta:

  • “Não sei se consigo levantar este peso todo”
  • Foi lhes pedidos que repetissem algo como “Eu consigo levantar mais peso que isto”, e que repetissem este diálogo interno entre séries

Foi-lhes ainda proposto que fizessem novas revisões assim que lhes surgissem novos Diálogos Internos Negativos.

Retirando do estudo o mais relevante para quem segue o Blog vamos focar-nos nas diferenças de performance nos exercícios de força que eram o Agachamento e Supino Plano com barra.

O Grupo que seguiu o treino mental teve melhores resultados que o grupo que somente seguir o plano de treino. Mas mais interessante que os ganhos na performance, foi a observação que o grupo que realizou treino mental mostrou níveis mais reduzidos de stress e uma maior redução nos níveis de Batimento Cardíaco em Repouso e Pressão Arterial, do que o grupo que não realizou treino mental.

Como é possível ver no gráfico retirado do [4] os aumentos no Agachamento e Supino são significantemente maiores nos Grupo que seguiu o Treino Mental.

Como é possível ver no gráfico também retirado do [4] a redução nos níveis de Batimento Cardíaco em Repouso e Pressão Arterial foram também significantemente maiores no Grupo que realizou treino mental.

 

 

CONCLUSÕES E APLICAÇÃO PRÁTICA

Já estás de olhos em bico com estes estudos? O que podemos retirar disto tudo e aplicar já no treino?

Do nosso primeiro ponto, sobre a conexão mente-músculo, podemos concluir que se procuramos principalmente melhorias na performance a sinalização externa é mais eficiente quer a nível de performance quer a nível de eficiência muscular. Desta forma dá uma olhada nos nossos artigos nos exercícios básicos para te ajudar na sinalização externa:

Como realizar agachamento

Como realizar peso morto

Como realizar o supino

Relativamente ao segundo ponto, sobre o Diálogo Interno, é que podes adotar já esta estratégia hoje para começar a obter melhorias a nível de performance e qualidades Fitness do teu treino, sendo uma técnica que adiciona progresso sem ter qualquer custo a nível de recuperação. É uma técnica fácil e simples de implementar, ajuda-te a estar mais concentrado entre séries (em vez de viajar no Instagram da @siknutrition!). Eu pessoalmente uso imenso esta segunda técnica, principalmente entre séries assim que sinto que a série não correu como “esperava” tento positivamente colocar tudo em linha para que a próxima série corra melhor. Tens aqui uma proposta eficiente para tirar mais ganhos do teu treino, sem adicionar qualquer trabalho extra. E mais fácil? Só mesmo quando se  #descomplica.

Literatura

[1]Marchant DC, Greig M. Attentional focusing instructions influence quadriceps activity characteristics but not force production during isokinetic knee extensions.
[2]Effects of Mental Training on Muscular Force, Hormonal and Physiological Changes in Kickboxers. Slimani et al. (2017)
[3] Mass Vol1. Issue 2 
[4] Mass Vol1. Issue 5 

 

Por João Gonçalves

A DIFERENÇA ENTRE “PARECER” FIT E “ESTAR FIT”

A DIFERENÇA ENTRE “PARECER” FIT E “ESTAR FIT”

No ano de 2018, onde a era das redes sociais cresce a níveis assustadores, e em que todos os dias surgem novas páginas no Instagram, Facebook e Youtube sobre fitness, falta ainda compreender. Qual a diferença entre Parecer Fit e Estar realmente Fit?
Abrimos as redes sociais e deparamo-nos com abdominais esculpidos, bumbuns na nuca, ombros de envergonhar os Deuses Romanos, e tanta saúde para dar. Esta é a imagem vendida pela Indústria do Fitness, esta é a imagem vendida pelas Personalidades Fits Famosas.
No entanto, será isto Estar Fit? Qual o custo desta aparência? Qual a ecologia desta escolha de objetivos?
Esquece as fábulas se alguém te disse que é “fácil” chegar a este nível de corpo de revista. Que dieta não é sofrimento, que treino é fácil, que não tens de fazer escolhas e abdicar de coisas para atingir este nível de Composição Corporal. No entanto, isto é, Parecer Fit o que na minha opinião não tem nada a ver com Estar Fit.
Vamos então definir cada um deles.
 

O que significa Estar Fit

É tentador pensar que estar Fit significa ter aquele corpo de invejar, que permite tirar Selfies constantes ao espelho para poder atestar o Instagram de fotos repletas de likes. Essas mesmas fotos, fazem-te sentir que falhaste porque não consegues ser como elas! Que não podes orgulhosamente usar um nickname que envolve @*_fit ou dizer aos teus amigos que é realmente fit. Apesar de contar tudo o que comes, realizares o teu plano de exercícios à risca ainda não te pareces com os teus ídolos das redes sociais. Mas… Tu podes Estar Fit sem atingir esse resultado estético. Esses resultados estéticos presumem a genética, o tempo investido e outros tantos parâmeros que não definem o teu grau de fitness, a não ser que Parecer Fitness seja a tua profissão.
Estar Fit é uma questão de praticar diariamente o amor próprio e aceitação, invés do self-hate e autocrítica constante. (pode parecer cliché, mas concordo na totalidade com a vaga do amor próprio)
Estar Fit é um estado de não só físico, mas mental, o estado que te permite ir construindo uma nova versão de ti, uma versão melhor do que a de ontem, melhor do que hoje.
Enquanto Coach, levar alguém a sentir que Está Fit é enaltecer as suas qualidades, forças e talentos para ser alguém melhor, para alguém que dá passadas em direção do seu objetivo. Alguém ativo, com cuidados a nível de saúde e bem-estar, alguém que ama toda a fase da mudança permanente dessa jornada.
Estar Fit, não é comer brócolos com pescada 6x por dia terminando as semanas em compulsão, binge ou outros distúrbios alimentares.
Estar Fit é um estado de Espírito que trás felicidade à tua vida, não é um fardo.
Estar Fit não está associado ao programa de Acompanhamento que compraste, mas sim ao teu mindset, à tua atitude não só do Fitness mas em todas as áreas da tua vida.
Estar Fit não é igual para toda a gente! O que é aos teus olhos ser Fit, pode não ser os meus por isso respeita o teu tempo e os teus ideais.
E a nível fisiológico o que é Estar Fit?
A nível de % de gordura corporal, é extremamente variável de pessoa para pessoa, mas de 11-22% de Gordura Corporal para os Homens e de 22-33% de Gordura Corporal para Mulheres.
Ou seja, concordo que a maioria das pessoas no dia de hoje não Estão Fit a nível fisiológico, e que devem continuar para atingir valores que os permitam estar com uma saúde de ferro.

Ver mais: Porque estamos a engordar?

Estar Fit é a mudança nos comportamentos, hábitos e rotinas desenvolvidas ao longo do processo que pode levar como resultado Parecer Fit, explicado a seguir.
 

O que significa Parecer Fit

As Bloggers, Modelos Fitness e Atletas de Competições de Fisioculturismo tiram fotos excelentes mostrando todas as suas linhas corporais e músculos. O que não é visto muitas das vezes é que passam fome para lá chegarem, que sofrem bastante ao longo do processo para conseguirem essas mesmas fotos. Não aches eu alguém se apresenta naquela condição de Palco o ano inteiro, ou que é um estado possível de manter a longo prazo, mesmo recorrendo ao uso de substâncias dopantes.
Acho que não deves tentar atingir aquele Aspeto Fit? Quem sabe… Se respeitar alguns passos, mas não aches que aquele será o teu aspeto ao longo da tua vida porque não é compatível, muito menos saudável.
Se fizeres esta escolha de Parecer Fit, e representar viver infeliz nunca vais realmente Estar Fit.
Eu sei, que é um fator de autoridade nas redes sociais ter um corpo Fitness e de impacto, que faz dessas pessoas Divas e Divos porque automaticamente julgamos pelo seu físico toda a sua dedicação, no entanto não te julgues menos Fitness por isso.
Falando em mim, já Pareci muito mais fitness do que pareço hoje, mas nunca me senti tão fitness! A minha Performance está no auge da minha carreira amadora a levantar pesos, consigo bater todas as minhas etapas e objetivos traçados, tenho uma relação ótima com a alimentação, consigo ter prazer e foco no meu trabalho e uma vida social. Sinto que Estou fitness em todas as áreas da minha vida, sinto-me Pleno.
Assim como eu, julgo que podes ser SUPER FIT e ter um pouco mais de gordura corporal do que a necessária para te apresentares em palco, se te permitir ter uma melhor performance e uma vida muito mais equilibrada. Se ter uma gordura extra te permitir ter mais energia ao longo do dia, e ter mais liberdade para eventos sociais.
A maior parte dos culturistas que conheci, e conheço, sofrem bastante com meses a fio a passar restrição calórica, para se apresentarem naquela condição fantástica em Palco, mas muitos deles são bastante infelizes fora deste desporto. A próxima vez que invejares uma dessas pessoas pensa quanto ela teve de abdicar da sua vida para se apresentar naquela condição, e se tu estarias disposto a fazer o mesmo para te apresentares assim.
E a nível fisiológico o que é Parecer Fit?
A nível de % de gordura corporal, é extremamente variável de pessoa para pessoa, mas de cerca de menos de 6% de Gordura Corporal para os Homens e de menos de 16% de Gordura Corporal para Mulheres.
Estes valores são antinaturais, obrigando a desrespeitar os valores necessários para cumprir com todos os processos biológicos, abdicar de qualquer extra fora dieta, de treinar além dos níveis de cansaço recomendados.
 

A (DURA) REALIDADE

A maioria das pessoas que observo nas redes sociais, principalmente os mais recentes seguidores da maioria das Celebridades deixam-se iludir pela “facilidade” de chegar aquele nível apresentado em fotos. Esperam que uma pequena mudança nutricional e de treino lhe permita apresentar um Beach Body que pare o transito na Praia de Santo Amaro de Oeiras.
Todo o processo necessário para perder 5 kgs é bem diferente de perder os 5 kgs seguintes, ou os últimos 5 kgs… Quanto mais perto do nível de “palco” ou revista te aproximas, mais difícil é o processo.
Nem tudo o que vês é verdade, Photoshop e jogo de poses e Luzes estão associados à dismorfia como é visto a imagem corporal… Jogos de hidratos e quantidade de água ingerida são também processos que permitem um look “duro” momentâneo.

Ler mais: Processo de Atleta de Competição

Se aceitas que não vais ser a próxima capa da Mens Health ou Womans Health, então podes viver na mesma uma vida Fit sem ter de o parecer 24 sobre 24h.
 

CONCLUSÂO

Se já segues uma dieta saudável e equilibrada, tens uma vida ativa e treinas regularmente então já podes considerar que Estás Fit!

Descobre como queimar mais 500 calorias por dia

Estar Fit vai representar ter controlo sobre os teus hábitos e rotinas, para um Eu mais saudável a cada dia que passa.
Nunca mistures os dois lados do Fitness, que envolvem a sensação de estar Fitness e de parecer! Porque nem tudo o que parece é…
O corpo é teu e a decisão é tua, por isso após ler este artigo espero que possas decidir conscientemente se Realmente importa para ti Parecer Fitness, e todos os custos associados a esse processo, se valem realmente a pena. Este é um dos meus maiores desafios como Coach, ajudar a gerir expectativas e custo de objetivos para garantir que a tua mente fica alinhada a nível do que realmente para ti é progredir e ter uma vida melhor.
Muitos dos nossos clientes começaram a jornada aspirando ser como algumas das Celebridades, mas ao longo do tempo perceberam por si outras vitórias, outras mudanças de comportamentos que os fizeram sentir Fit, sem ter de abdicar de tudo o que mais gostam e encontrando aquilo que realmente os faz feliz.
Deixo-te a pergunta:

Será aquele nível de Composição Corporal, o que realmente procuras?

Se achas que precisas de ajuda para parecer, ou estar Fit? Fala connosco, e aproveita a ajuda dos Coach mais fixe do País, e arredores ?
Se alguma vez te disseram que não tens força de vontade, que tens medo ou és incapaz de atingir o resultado dessa Celebridade, é um erro deles não teu. Estar Fit é uma mais valia na tua vida, Parecer Fit pode não ser!
#Descomplica
Coach João
 

Bibliografia

Being Fit
Cost of Getting Lean
You don’t know fit

Ângela Carvalho – Mais jovem aos 30

Ângela Carvalho – Mais jovem aos 30

Hoje trazemos a história motivadora da Ângela. Quem melhor que ela própria para a contar?


O que me despertou o interesse foi junção da componente treino e nutrição numa vertente de coaching! O mais interessante para mim e diferenciador foi o método de trabalho, onde não há “ditaduras” de planos fixos, mas uma orientação para nós sermos autónomos nas nossas escolhas. O medo de avançar para mim foi relativo, existia apenas a dúvida se me iria habituar a ter este esquema, baseado em macros (apesar e já ter algumas noções) e se iria corresponder às exigências a nível de treino. Mas dúvidas!? Nenhumas! Das maiores certezas que tive!

Contudo, confesso que nunca tinha pensado em ter um acompanhamento deste género, até pela profissão que tenho… (sou nutricionista) tinha apenas apoio em termos de plano de treino no ginásio onde ando…no entanto comecei a querer evoluir mais e a querer obter mais rendimento dos treinos e a melhorar a composição corporal. As redes sociais são uma forma ótima de divulgação e foi através da Anaísa Gonçalves e da Inês Pinto Viana que ouvi falar na Team Sik Nutrition! Pesquisei, vi os vários posts na página, opiniões…e gostei!

Quando comecei o protocolo a sensação foi maravilhosa! Lembro-me de estar constantemente a abrir o email à espera que chegasse toda a informação para iniciar o protocolo…foi numa tarde de domingo que me preparei para iniciar a jornada que até hoje tem sido fantástica…e é com esse entusiasmo que continuo todos os domingos a preparar a semana seguinte! O Grupo Privado é a outra componente que faz com que tudo o resto se torne mais real, onde tudo se torna mais pessoal, tudo é partilhado em grupo e onde recebemos todas as dicas e apoio de quem está nesta mesma jornada! Aliás não jornada, mas antes estilo de vida!

Senti desde logo que me davam as ferramentas para ser eu a esquematizar as refeições e os treinos, sempre respeitaram o meu quotidiano! Não há processos iguais, senti que cada um de nós é tratado de forma personalizada. Suporte fantástico!

Hoje sinto acima de tudo o equilíbrio, o estar de bem com a vida! Respeitar o nosso corpo, o nosso ritmo de progresso que é diferente de pessoa para pessoa… aprendi com o tempo que esta abordagem em termos de alimentação não nos aprisiona, antes dá-nos liberdade, mas com consciência! No entanto, considero que esta visão só acontece quando atingimos alguma maturidade (e isto não tem a ver necessariamente com a idade) e daí o suporte da componente de coaching ser tão importante! Foi graças a esta base sólida, a esta convicção que tenho vindo a progredir.

Mas eu também tenho uma história que dava um belo testamento…é difícil sumarizar certas coisas. Digamos que foram 3 anos difíceis após ter sido mãe de gémeas aos 27 anos.

Felizmente nunca sofri de excesso de peso, mas fiquei com danos físicos duros, desproporcionais à minha imagem, que me roubaram a toda a minha identidade enquanto mulher! Durante estes anos escondi-me por trás de roupas largas, por trás de portas e longe de espelhos… O ano de 2017 foi o meu ano, o ano da mudança, uma cirurgia necessária (depois de 3 anos a tentar de todas as maneiras e feitios), a entrada na Team e o atingir a minha melhor composição corporal de sempre! Sinto-me FELIZ!

O ser mãe em simultâneo foi o mote para toda a mudança e acho que é a força motivadora e a garra que me dá todos os dias que me levanto! Com a vida que tenho é preciso ter organização, uma gestão de tempo cada vez melhor para que tudo encaixe na perfeição…temos de abdicar de algumas coisas, mas abdico por coisas que me fazem tão ou mais feliz! Sinto que também sou um exemplo para as minhas filhas…para elas é normal que eu vá ao ginásio, que eu prepare marmitas e elas vão adquirindo também esse gosto…tento educá-las dentro deste estilo de vida saudável e comparativamente a outras crianças com a mesma idade acho que tenho conseguido, embora seja uma luta difícil com tudo o que nos rodeia!

A mensagem que partilho é que pra sermos boas mães temos de nos sentir bem enquanto mulheres, por isso nunca se resignem!

Nem tudo são rosas e há umas coisas mais difíceis que outras. Em termos de treino nunca fugi nem senti necessidade de fugir do plano. Em termos de alimentação confesso que nas primeiras 4 semanas de cut foi difícil, passei alguma “fominha”, andava irritada! O coaching aí tem um papel fundamental, saber que alguém está ao nosso lado, que temos de “prestar contas”, que temos de orgulhar! Mas com os resultados a aparecer tudo ganha mais sentido.

Jantares fora de casa e festas sempre foram o meu “calcanhar de Aquiles”! Como no dia-a-dia já tinha uma alimentação saudável, sempre lidei com estas situações como a abertura para comer tudo e em quantidades exageradas…Ora com a contagem de macros iria ser um desafio limitar-me? Não necessariamente… aprendi com a Team que acima de tudo temos de fazer escolhas e por isso nessas ocasiões não me restrinjo em demasia (tal como no dia-a-dia). Escolho aquilo que para mim é realmente importante e como na quantidade que me satisfaz, tudo equilibrado com o resto do dia! Noto que com o passar do tempo me é cada vez mais fácil fazer esta gestão, sem dramas, vivendo a vida, porque só assim faz sentido!

Hoje vejo-me uma pessoa plena! Feliz com as minhas escolhas e motivada tanto pessoalmente como profissionalmente!

Várias pessoas me questionam como consigo fazer isto tudo, como consigo trabalhar 8 ou mais horas, treinar, estar com a família e cozinhar…e andar sempre a sorrir!

O que eu respondo…as 24 horas são iguais para todos, a maneira de as usar depende sempre dos teus objetivos…para mim todas essas coisas são inerentes ao meu dia, fazem parte dele, sou feliz assim e tenho aprendido a gerir cada vez melhor o tempo, certo também consigo fazer várias coisas ao mesmo tempo!!!

E sim, acho que posso inspirar outros a mudar, mas acredito que, apesar de todos os exemplos que possamos ter nos possam dar motivação para continuar e progredir, sinto que a força inicial tem de vir de dentro de nós, o click da mudança está lá, basta encontra-lo.

Sou a Ângela Carvalho tenho 31 anos (a sentir-me muito melhor do que com 20 lol!), Nutricionista, apaixonada por todo o mundo da Nutrição e agora também pelo fitness!

Adoro cozinhar no dia-a-dia, fazer experiências, adaptar receitas; adoro organizar eventos, como festas de anos, jantares. Também me ajeito para algumas bricolages das artes… Gosto muito de viajar, de programar o itinerário, de sair à descoberta! Mas também gosto muito das segundas feiras ao contrário de muita gente, gosto do recomeço da rotina, do reorganizar objetivos. Gosto acima de tudo de apreciar e de vivenciar tudo o que a vida me possa proporcionar!

 

Notas do Coach

Para onde caminhou a Ângela?

Normalmente numa função de Coaching, seja em que área for, a nossa função é levar a pessoa do Ponto A -> Ponto B. E a Ângela trabalhando com pacientes sabe exactamente disto! Vinha com uma mentalidade super “sólida” pronta a aprender, a abrir todos os medos e inseguranças para poder seguir em frente.

Como foi a presença da Ângela no grupo Team Sik Nutrition

A Ângela é uma das pessoas ativas e sempre com uma palavra de ajuda. Tenho de te agradecer muito por todo o teu esforço e dedicação, quer pelo teu progresso, quer pela entreajuda no grupo.

 

#Descomplica

 

Por João Gonçalves

Como voltar ao foco quando perdes a motivação?

Como voltar ao foco quando perdes a motivação?

Introdução

Olá Sikianos! E o artigo de hoje é menos técnico a nível nutricional e de treino! Não vamos falar de proteínas nem cisteínas, muito menos de qual o melhor exercício.
O artigo de hoje é continuação de duas partes anteriores em que falei um pouco sobre a psicologia associado aos processos de mudança. No primeiro artigo falamos sobre a dificuldade em gerir o mindset de mudança e como é fácil perder a vontade de trabalhar para um objetivo. Podes ler mais aqui.

No segundo artigo falei um pouco sobre como as mudanças quando estão planeadas devem ser cómodas e tornarem-se práticas. Podes ler mais aqui.
Mas no artigo de hoje vamos dar continuidade falando de como podes voltar ao foco em fases em que parece que a tua jornada se torna dura e te foge como areia entre os dedos…

Histórias recorrentes

Tantas vezes já me aconteceu… “Porque é que perdi a motivação para realizar esta tarefa?”
Na parte dois do artigo falei um pouco de que a motivação por si só não é suficiente para te manter a bom ritmo. E deves saber de antemão de que qualquer plano, mesmo que desenhado de forma perfeita, às vezes falha. Eu falhei muitas vezes no passado, e ainda falho. O que mudou?

Hoje estou preparado para que isso aconteça.

Ao longo do meu processo, e muito provavelmente do teu, existiram barreiras. Que muitas das vezes atrasam o teu progresso, mas não têm de te tirar completamente de curso. Quanto tinhas aquela dieta perfeita? E planeavas perder 900g por semana? Mas de repente tiveste 3 semanas seguidas de festas de anos, e tiveste de comer fora 8 vezes, e infelizmente mantiveste o peso?
Essas situações existem, e vão sempre existir, e podem tornar o caminho ligeiramente mais longo, mas se desistires, o caminho deixa de ser longo, e passa a ser nulo. O truque é ter pequenos truques, ferramentas e correções prontas para solucionar estas situações sempre que aconteçam.

 

Utiliza os hábitos que estão solidificados a teu favor para que consigas permanecer no curso certo:


Já pensaste na maioria das vezes que te levantas mais rápido e com menos preguiça ao fim de semana do que durante a semana? Porque a recompensa de acordar e ter o dia livre é possivelmente mais importante para ti do que levantar para ir trabalhar…

Se já fazes exercício tudo isto já fez parte do teu dia mesmo que não dês conta. Sabes qual é O Sinal, sabes qual vai ser a tua Rotina, mas muitas das vezes é desvalorizada a parte da Recompensa, e por isso muitos dos hábitos não se tornam permanentes.

Isto é tudo tão bonito… Mas falhar é uma treta! Eu detesto falhar, e provavelmente tu também. O sentimento de frustração e angústia é incontrolável na maioria das vezes.
 

Como falhar pode colocar-te em vantagem

Quando estava a tirar o meu curso de Engenharia Eletrotécnica, ainda não tinha tirado o curso e a maioria das pessoas já pensava me trabalhar, ganhar dinheiro e estar numa boa Empresa. Muitos dos meus colegas pensavam em candidatar-se para as melhores empresas e se por acaso fossem rejeitados:

“Que se lixe eu não queria ir para lá não era assim tão bom”

E eu pensava… A sério? Andaste a perder tempo para quê se não querias ir? Ou se realmente queres e estás em negação de não teres aceite, e porque desististe já?

Eu candidatei-me ao meu primeiro trabalho como licenciado, ainda sem ter os meus certificados recebidos nem todas as notas de exame… Não era bem a área de eletrotécnica, e todos estes pontos me colocavam em desvantagem. Era jovem, inexperiente e a empresa em questão era grande. Mas eu sempre fui bom a fazer planos, e queria ir preparado para no caso de não correr bem não desistir a primeira. Eu li um livro inteiro de preparação para reuniões e entrevistas para novatos, sabia as posições que deveria adotar, o tom de voz, a posição dos pés e a transmissão de tranquilidade. Aquilo que o meu curriculum não dava, dava a minha voz e a minha vontade de fazer mais e melhor.

E isto refletiu-se desde esse dia em diante em tudo o que fiz, nessa empresa onde fui aceite e contratado tendo uma das melhores notas na qualificação (das 4 fases de entrevista), desde ao investimento na minha formação noutras áreas, desde à criação do Projeto de onde vos escrevo hoje. Com um plano, um plano para fazer o meu melhor, mesmo quando a falha está à vista.

A maioria dos casos de stress são baseados na antevisão do futuro e não no estado atual.

Sabias que provavelmente o teu maior stress e/ou medo de falhar está relacionado com um evento futuro, e não no que te está a acontecer hoje?

Mas o teu sucesso no futuro depende do que estás a fazer e da forma como geres o stress e medo de falhar.

A maioria das vezes assim que ganhas coragem e ultrapassas as tuas barreiras, consegues atingir tudo o que queres.

Mas por vezes existem momentos em que por mais que tentes, parece que não chegas lá…

Quando deves continuar, e quando deves descansar

Imagina que estás a tentar perder peso, e que estás a tentar comer mais saudável todos os dias. Queres chegar ao Verão na tua melhor forma e estás a comer melhor, sem contar macros ou preciosismos, mas a comer bem dia após dia de forma consistente.

Mas um dia acordas, e não te apetece a papa de aveia. Olhas para ela colocas a aquecer pegas na colher e ficas a pensar:

”Como ou não como a aveia? Ou vou buscar um pão de deus à Padaria Tuguesa?”

Faz este teste e as respostas serão fáceis de analisar.

 

Quando forçar e manter o hábito que estás a trabalhar

  • O meu objetivo está alinhado com o que realmente quero?
    • Ex: quero realmente emagrecer, ou é pressão de terceiros?
  • Não cumprir com a tarefa planeada vai afetar a data que tenho em mente para atingir o meu objetivo?
    • Ex: Se for buscar o pão de deus, vai atrasar estar fit no verão?
  • Se não cumprir com esta tarefa, vou arrepender-me?
    • Ex: ficarei com sentimento de culpa por comer o pão?
  • Se não cumprir com esta atividade, afeto a vida de outra pessoa?

Se a resposta a alguma das perguntas acima é SIM a minha recomendação é que enfrentes a barreira e mantenhas o teu hábito, mesmo custando um pouco mais do que o habitual.

 

Quando descansar e aceitar não cumprir a tarefa

  • Estou a sentir uma enorme fadiga ou até depressão?
    • Ex: Não aguento mais pensar nestas comidas, já não tenho energia para o meu objetivo.
  • As tarefas que coloquei para realizar em direção ao meu objetivo estão a afetar as minhas relações?
    • Ex: Tenho dito insistentemente que não a qualquer jantar ou convívio de amigos para não comer “fora do plano”.
  • Posso tirar um dia “livre” sem que afete a data em que pretendo atingir o meu objetivo?
    • Ex: se comer mais livremente hoje, ainda posso chegar ao verão e sentir-me bem?
  • Se realizar a minha tarefa hoje, ponho em causa outras tarefas igualmente (ou mais) importantes na minha vida?

Se a resposta a alguma das perguntas acima é SIM a minha recomendação é que descanses, tires o dia para tratar de ti e dos assuntos urgentes e que planeies com calma os próximos dias.

Como colocar modo: Foco máximo

Quando decidi perder 50 quilos perguntaram-me no ginásio quando entrei:

  • Qual é o seu principal objetivo?

Ao que eu respondi: “Emagrecer, perder gordura, ficar mais forte, tornar-me mais saudável, bla bla bla whiskas saquetas”. Mas só respondi aquilo vago, muito vago.Mas mais tarde percebi que eram muitas coisas ao mesmo tempo… Algumas palpáveis, outras somente resultado das minhas ações e comportamentos.

Mais tarde voltaram a perguntar-me qual era o meu principal objetivo e respondi prontamente:

 

“Quero ter a Team mais fixe do país, uma Team única com um suporte e uma qualidade de entrega nunca antes vista em nenhum lugar neste planeta”

 

A cara feita quando respondia isto a toda a gente era surreal… Parecia que eu viveria “limitado” por esta ideia, e que não respondia diretamente ao que me perguntavam. A maioria das pessoas achou-me “limitado” por responder isto, como se não fizesse mais nada a não ser isto. Mas antes pelo contrário!

Eu libertei-me das coisas que não contribuíam para o meu objetivo principal, e continuei a fazer outras tarefas da minha vida que requeriam a minha dedicação (mesmo não sendo o meu objetivo principal não poderia abandonar tudo).

 

Escolher um objetivo principal não é limitante, É LIBERTADOR!

 

Enquanto esse objetivo não for atingido ou próximo do que poderá ser considerado atingido (sim porque já conseguimos ter a Team mais fixe do país ahaha), não vou perder tempo noutras áreas. Assim consigo usar o fator especificidade da melhor forma canalizando as energias onde eu realmente preciso delas.

O mesmo se aplica ao Fitness! Se queres realmente perder X kgs de peso e ficar com #bumbumnanuca tens de realizar as tarefas que realmente importam para lá chegar, se esse é o teu objetivo principal. Provavelmente tens de eliminar 70% do teu tempo morto como ver séries, ficar a olhar para o nada, ou simplesmente navegar do feed do Facebook e instagram. Porque queres trabalhar para o teu objetivo.

Esta é a forma mais eficiente de ficar super focado no que se tem para fazer. Se tiveres a coragem de aceitar a realidade acima em 70% é tempo morto e os outros 30% é tempo útil, em que parte desses 30% é tempo de trabalho/estudo, sobra pouco para o teu objetivo fitness.

Assim pega no tempo morto, e utiliza esse tempo a canalizar energias na direção certa e não te preocupes em não fazer tudo o que querias porque vais atingir mais rapidamente o teu objetivo fitnesss e depois vais ter todo o tempo para esses hobbies! Assim que aprendas a fazer estas escolhas e gestão de tempo, conseguirás todos os objetivos a que te comprometeres.

 

E não te esqueças, descomplica.

Coach João

 

Por João Gonçalves

O exercício ajuda a combater a Diabetes?

O exercício ajuda a combater a Diabetes?

Está comprovada a relação entre o excesso de peso e a Diabetes, mas será que adotar um estilo de vida saudável pode ajudar a combater esta doença? Hoje falamos sobre a Diabetes mais em detalhe.

Remetendo aos estudos e resumos mais recentes do Sistema Nacional de Saúde em 2015 estima-se a existência de 415 milhões de pessoas com diabetes pelo mundo todo com perspetivas de em 2040 este valor subi para 642 milhões de pessoas em todo o mundo.

O que é a Diabetes?

Diabetes Mellitus (DM) é uma doença crónica cada vez mais frequente na nossa sociedade, e a sua prevalência aumenta muito com a idade, atingindo ambos os sexos e todas as idades.

A Diabetes é caracterizada pelo aumento dos níveis de açúcar (glicose) no sangue, a hiperglicemia.

A hiperglicemia (açúcar elevado no sangue) que existe na Diabetes, deve-se em alguns casos à insuficiente produção, noutros à insuficiente ação da insulina e, frequentemente, à combinação destes dois fatores.

A Hiperglicemia Intermédia, também conhecida como pré-diabetes é uma condição em que os indivíduos apresentam níveis de glicose no sangue superiores ao normal, não sendo, contudo, suficientemente elevados para serem classificados como Diabetes.

Tipos de Diabetes

 

DIABETES TIPO 1

A Diabetes tipo 1 é causada pela destruição das células produtoras de insulina do pâncreas pelo sistema de defesa do organismo, geralmente devido a uma reação auto-imune.

DIABETES TIPO 2

A Diabetes tipo 2 ocorre quando o pâncreas não produz insulina suficiente ou quando o organismo não consegue utilizar eficazmente a insulina produzida. O diagnóstico de Diabetes tipo 2 ocorre geralmente após os 40 anos de idade, mas pode ocorrer mais cedo, associada à obesidade, principalmente em populações com elevada prevalência de diabetes.

DIABETES GESTACIONAL

A Diabetes Gestacional (DG) corresponde a qualquer grau de anomalia do metabolismo da glicose documentado, pela primeira vez, durante a gravidez.

A Diabetes em Portugal

O número de pessoas com Diabetes Tipo 2 está a aumentar em todos os países, e a diabetes foi responsável por 12% dos gastos em saúde em 2015.

Acrescentando existem ainda 192 de milhões de pessoas com diabetes que desconhecem que possuem a doença.

A diabetes provocou 5 milhões de mortes em 2015. A cada seis segundos morre uma pessoa por diabetes.

 

 

Em 2015 a prevalência estimada da Diabetes na população portuguesa com idades compreendidas entre os 20 e os 79 anos (7,7 milhões de indivíduos) foi de 13,3%, isto é, mais de 1 milhão de portugueses neste grupo etário tem Diabetes.

Verifica-se a existência de uma relação entre o escalão de Índice de Massa Corporal (IMC) e a Diabetes, com perto de 90% da população com Diabetes a apresentar excesso de peso (49,2%) ou obesidade (39,6%), de acordo com os dados recolhidos no âmbito do PREVADIAB.

A prevalência da Diabetes nas pessoas obesas (IMC›= 30) é cerca de quatro vezes maior do que nas pessoas com IMC normal (IMC‹25).

 

Prevalência da Hiperglicemia Intermédia

A Hiperglicemia Intermédia (Alteração da Glicemia em Jejum-AGJ, Tolerância Diminuída à Glucose-TDG, ou ambas) em Portugal, em 2015, atinge 27,4% da população portuguesa com idades compreendidas entre os 20 e os 79 anos (2,1 milhões de indivíduos), desagregada da seguinte forma:

  • AGJ – 10,4% da população portuguesa entre os 20-79 anos (0,8 milhões de indivíduos);
  • TDG – 14,3% da população portuguesa entre os 20-79 anos (1,1 milhões de indivíduos);
  • AGJ + TDG – 2,7% da população portuguesa entre os 20-79 anos (0,2 milhões de indivíduos).

Mais de metade das pessoas com Hiperglicemia Intermédia só é diagnosticada com recursos à realização de PTGO (Prova de Tolerância à Glicose Oral).

Sintomas

Os sintomas abaixo descritos são muito tipicos em pessoas com Diabetes:

  • Várias idas ao WC (urinar) ao longo do dia
  • Secura constante (sede)
  • Fome, muita fome
  • Fadiga extrema
  • Visão turva
  • Dificuldade em sarar feridas

Se tens 1 ou mais sintomas dos descritos visita por favor urgentemente o teu Médico de Família.

Complicações da Diabetes

A persistência de um nível elevado de glicose no sangue, mesmo quando não estão presentes os sintomas para alertar o indivíduo para a presença de Diabetes ou para a sua descompensação, resulta em lesões nos tecidos.

Embora a evidência dessas lesões possa ser encontrada em diversos órgãos, é nos rins, olhos, nervos periféricos e sistema vascular, que se manifestam as mais importantes, e frequentemente fatais, complicações da Diabetes.

As principais complicações crónicas da Diabetes são:

  • Neuropatia e Amputação;
  • Retinopatia;
  • Nefropatia; e
  • Doença cardiovascular (DCV).

 

Controlo e Tratamento da Diabetes

Falando da Diabete tipo 2 que é a mais controlável, comparativamente a tipo 1 que normalmente está relacionado com reações autoimunes.

O primeiro passo no tratamento da Diabetes tipo 2 é o mais importante e mais relacionado com o propósito deste artigo: é obrigatório uma adaptação alimentar quer a nível de escolhas de alimentos, número de refeições por dia e controlo da atividade física diária.

O primeiro passo, que envolve o descrito acima como melhorar alimentação e aumentar a atividade física (aumentando a quantidade de tempo a caminhar e exercício físico programado) pode levar a perda de peso em excesso, e essa perda pode por si só ser suficiente para tratar temporariamente a Diabetes.

Quando o acima se mostra ainda assim insuficiente é possível que seja necessário o uso de alguma medicação apropriada e em casos mais difíceis administração de insulina.

Alimentação com Diabetes

Eu sei que falamos de uma doença relacionada com insulina, logo as pessoas (e muitos profissionais) associam imediatamente aos hidratos recomendando uma dieta dita “low carb” ou outros uma dieta “low fat” para resolver o problema.

Antes de entrar em em extremismos com estudos ainda conclusivos, um dos primeiros passos implica a análise de uma dieta variada com escolhas integrais, o menos processado possível.

Interessante um estudo recente comparou os efeitos de uma dieta “low carb”, uma dieta “low fat” e uma dieta Mediterrânica analisando vários marcadores de saúde.

A dieta Mediterrânica foi uma das mais bem classificadas no que diz respeito aos diabéticos com melhorias no controlo dos açucares, redução de perímetro abdominal, etc.

Estudo: Efeitos da dieta Mediterrânica vs. Low Fat vs. Low carb

Desta forma, se decidires incluir alguns hidratos opta sempre pelos mais nutricionalmente ricos.

Treino e os seus benefícios

O Treino influencia não só a Diabetes como a tua sensação de bem-estar. Entre os quais:

  • Redução da pressão arterial e colesterol
  • Reduz o risco de doenças coronárias
  • Queima calorias que auxiliam quer na manutenção como possível perda de peso
  • Ajuda a dormir melhor
  • Melhora a gestão de stress através da libertação de endorfinas
  • Fortalece ossos e tendões 

Artigo em destaque: QUAL O PLANO DE DIETA E TREINOS PERFEITO PARA MIM?

Sumário e recomendações

Nesta altura deves estar com medo da Diabetes… E é caso para isso! Aproveita e começa a cuidar hoje mesmo de ti, e previne esta doença que pode ser controlada bem antes de aparecer com as diretrizes elaboradas acima no artigo.

Desta forma:

  • Tenta manter um peso saudável e uma quantidade de gordura corporal num intervalo considerado seguro
  • Distribui as tuas refeições de forma harmoniosa ao longo do dia
  • Tenta consumir vegetais em todas as refeições, e fruta entre refeições principais
  • Tenta consumir proteína em todas (ou quase) refeições
  • Evita alimentos refinados
  • Tenta consumir aproximadamente 25g de fibra por dia ou pelo menos 10g de fibra por cada 1000kcal de ingestão calórica

Apesar de não termos nenhum diabético na nossa equipa, todos seguimos estas diretrizes, mais vale prevenir, que remediar ?

Literatura:

DadosDiabetes: Factos e Números – 8.ª Edição
Diabetes types 1 and 2

 

Por João Gonçalves