Como voltar ao foco quando perdes a motivação?

Como voltar ao foco quando perdes a motivação?

Introdução

Olá Sikianos! E o artigo de hoje é menos técnico a nível nutricional e de treino! Não vamos falar de proteínas nem cisteínas, muito menos de qual o melhor exercício.
O artigo de hoje é continuação de duas partes anteriores em que falei um pouco sobre a psicologia associado aos processos de mudança. No primeiro artigo falamos sobre a dificuldade em gerir o mindset de mudança e como é fácil perder a vontade de trabalhar para um objetivo. Podes ler mais aqui.

No segundo artigo falei um pouco sobre como as mudanças quando estão planeadas devem ser cómodas e tornarem-se práticas. Podes ler mais aqui.
Mas no artigo de hoje vamos dar continuidade falando de como podes voltar ao foco em fases em que parece que a tua jornada se torna dura e te foge como areia entre os dedos…

Histórias recorrentes

Tantas vezes já me aconteceu… “Porque é que perdi a motivação para realizar esta tarefa?”
Na parte dois do artigo falei um pouco de que a motivação por si só não é suficiente para te manter a bom ritmo. E deves saber de antemão de que qualquer plano, mesmo que desenhado de forma perfeita, às vezes falha. Eu falhei muitas vezes no passado, e ainda falho. O que mudou?

Hoje estou preparado para que isso aconteça.

Ao longo do meu processo, e muito provavelmente do teu, existiram barreiras. Que muitas das vezes atrasam o teu progresso, mas não têm de te tirar completamente de curso. Quanto tinhas aquela dieta perfeita? E planeavas perder 900g por semana? Mas de repente tiveste 3 semanas seguidas de festas de anos, e tiveste de comer fora 8 vezes, e infelizmente mantiveste o peso?
Essas situações existem, e vão sempre existir, e podem tornar o caminho ligeiramente mais longo, mas se desistires, o caminho deixa de ser longo, e passa a ser nulo. O truque é ter pequenos truques, ferramentas e correções prontas para solucionar estas situações sempre que aconteçam.

 

Utiliza os hábitos que estão solidificados a teu favor para que consigas permanecer no curso certo:


Já pensaste na maioria das vezes que te levantas mais rápido e com menos preguiça ao fim de semana do que durante a semana? Porque a recompensa de acordar e ter o dia livre é possivelmente mais importante para ti do que levantar para ir trabalhar…

Se já fazes exercício tudo isto já fez parte do teu dia mesmo que não dês conta. Sabes qual é O Sinal, sabes qual vai ser a tua Rotina, mas muitas das vezes é desvalorizada a parte da Recompensa, e por isso muitos dos hábitos não se tornam permanentes.

Isto é tudo tão bonito… Mas falhar é uma treta! Eu detesto falhar, e provavelmente tu também. O sentimento de frustração e angústia é incontrolável na maioria das vezes.
 

Como falhar pode colocar-te em vantagem

Quando estava a tirar o meu curso de Engenharia Eletrotécnica, ainda não tinha tirado o curso e a maioria das pessoas já pensava me trabalhar, ganhar dinheiro e estar numa boa Empresa. Muitos dos meus colegas pensavam em candidatar-se para as melhores empresas e se por acaso fossem rejeitados:

“Que se lixe eu não queria ir para lá não era assim tão bom”

E eu pensava… A sério? Andaste a perder tempo para quê se não querias ir? Ou se realmente queres e estás em negação de não teres aceite, e porque desististe já?

Eu candidatei-me ao meu primeiro trabalho como licenciado, ainda sem ter os meus certificados recebidos nem todas as notas de exame… Não era bem a área de eletrotécnica, e todos estes pontos me colocavam em desvantagem. Era jovem, inexperiente e a empresa em questão era grande. Mas eu sempre fui bom a fazer planos, e queria ir preparado para no caso de não correr bem não desistir a primeira. Eu li um livro inteiro de preparação para reuniões e entrevistas para novatos, sabia as posições que deveria adotar, o tom de voz, a posição dos pés e a transmissão de tranquilidade. Aquilo que o meu curriculum não dava, dava a minha voz e a minha vontade de fazer mais e melhor.

E isto refletiu-se desde esse dia em diante em tudo o que fiz, nessa empresa onde fui aceite e contratado tendo uma das melhores notas na qualificação (das 4 fases de entrevista), desde ao investimento na minha formação noutras áreas, desde à criação do Projeto de onde vos escrevo hoje. Com um plano, um plano para fazer o meu melhor, mesmo quando a falha está à vista.

A maioria dos casos de stress são baseados na antevisão do futuro e não no estado atual.

Sabias que provavelmente o teu maior stress e/ou medo de falhar está relacionado com um evento futuro, e não no que te está a acontecer hoje?

Mas o teu sucesso no futuro depende do que estás a fazer e da forma como geres o stress e medo de falhar.

A maioria das vezes assim que ganhas coragem e ultrapassas as tuas barreiras, consegues atingir tudo o que queres.

Mas por vezes existem momentos em que por mais que tentes, parece que não chegas lá…

Quando deves continuar, e quando deves descansar

Imagina que estás a tentar perder peso, e que estás a tentar comer mais saudável todos os dias. Queres chegar ao Verão na tua melhor forma e estás a comer melhor, sem contar macros ou preciosismos, mas a comer bem dia após dia de forma consistente.

Mas um dia acordas, e não te apetece a papa de aveia. Olhas para ela colocas a aquecer pegas na colher e ficas a pensar:

”Como ou não como a aveia? Ou vou buscar um pão de deus à Padaria Tuguesa?”

Faz este teste e as respostas serão fáceis de analisar.

 

Quando forçar e manter o hábito que estás a trabalhar

  • O meu objetivo está alinhado com o que realmente quero?
    • Ex: quero realmente emagrecer, ou é pressão de terceiros?
  • Não cumprir com a tarefa planeada vai afetar a data que tenho em mente para atingir o meu objetivo?
    • Ex: Se for buscar o pão de deus, vai atrasar estar fit no verão?
  • Se não cumprir com esta tarefa, vou arrepender-me?
    • Ex: ficarei com sentimento de culpa por comer o pão?
  • Se não cumprir com esta atividade, afeto a vida de outra pessoa?

Se a resposta a alguma das perguntas acima é SIM a minha recomendação é que enfrentes a barreira e mantenhas o teu hábito, mesmo custando um pouco mais do que o habitual.

 

Quando descansar e aceitar não cumprir a tarefa

  • Estou a sentir uma enorme fadiga ou até depressão?
    • Ex: Não aguento mais pensar nestas comidas, já não tenho energia para o meu objetivo.
  • As tarefas que coloquei para realizar em direção ao meu objetivo estão a afetar as minhas relações?
    • Ex: Tenho dito insistentemente que não a qualquer jantar ou convívio de amigos para não comer “fora do plano”.
  • Posso tirar um dia “livre” sem que afete a data em que pretendo atingir o meu objetivo?
    • Ex: se comer mais livremente hoje, ainda posso chegar ao verão e sentir-me bem?
  • Se realizar a minha tarefa hoje, ponho em causa outras tarefas igualmente (ou mais) importantes na minha vida?

Se a resposta a alguma das perguntas acima é SIM a minha recomendação é que descanses, tires o dia para tratar de ti e dos assuntos urgentes e que planeies com calma os próximos dias.

Como colocar modo: Foco máximo

Quando decidi perder 50 quilos perguntaram-me no ginásio quando entrei:

  • Qual é o seu principal objetivo?

Ao que eu respondi: “Emagrecer, perder gordura, ficar mais forte, tornar-me mais saudável, bla bla bla whiskas saquetas”. Mas só respondi aquilo vago, muito vago.Mas mais tarde percebi que eram muitas coisas ao mesmo tempo… Algumas palpáveis, outras somente resultado das minhas ações e comportamentos.

Mais tarde voltaram a perguntar-me qual era o meu principal objetivo e respondi prontamente:

 

“Quero ter a Team mais fixe do país, uma Team única com um suporte e uma qualidade de entrega nunca antes vista em nenhum lugar neste planeta”

 

A cara feita quando respondia isto a toda a gente era surreal… Parecia que eu viveria “limitado” por esta ideia, e que não respondia diretamente ao que me perguntavam. A maioria das pessoas achou-me “limitado” por responder isto, como se não fizesse mais nada a não ser isto. Mas antes pelo contrário!

Eu libertei-me das coisas que não contribuíam para o meu objetivo principal, e continuei a fazer outras tarefas da minha vida que requeriam a minha dedicação (mesmo não sendo o meu objetivo principal não poderia abandonar tudo).

 

Escolher um objetivo principal não é limitante, É LIBERTADOR!

 

Enquanto esse objetivo não for atingido ou próximo do que poderá ser considerado atingido (sim porque já conseguimos ter a Team mais fixe do país ahaha), não vou perder tempo noutras áreas. Assim consigo usar o fator especificidade da melhor forma canalizando as energias onde eu realmente preciso delas.

O mesmo se aplica ao Fitness! Se queres realmente perder X kgs de peso e ficar com #bumbumnanuca tens de realizar as tarefas que realmente importam para lá chegar, se esse é o teu objetivo principal. Provavelmente tens de eliminar 70% do teu tempo morto como ver séries, ficar a olhar para o nada, ou simplesmente navegar do feed do Facebook e instagram. Porque queres trabalhar para o teu objetivo.

Esta é a forma mais eficiente de ficar super focado no que se tem para fazer. Se tiveres a coragem de aceitar a realidade acima em 70% é tempo morto e os outros 30% é tempo útil, em que parte desses 30% é tempo de trabalho/estudo, sobra pouco para o teu objetivo fitness.

Assim pega no tempo morto, e utiliza esse tempo a canalizar energias na direção certa e não te preocupes em não fazer tudo o que querias porque vais atingir mais rapidamente o teu objetivo fitnesss e depois vais ter todo o tempo para esses hobbies! Assim que aprendas a fazer estas escolhas e gestão de tempo, conseguirás todos os objetivos a que te comprometeres.

 

E não te esqueças, descomplica.

Coach João

 

Por João Gonçalves

Sobrevive aos impactos das épocas festivas

Sobrevive aos impactos das épocas festivas

INTRODUÇÃO

Natal, o momento único do ano onde todos os adultos aproveitam para tirar férias das dietas, comer como nunca, e carregam uns novos quilinhos para o ano novo.

Quem nunca sentiu que a nossa época festiva se baseia demasiado em estar rodeado de gente, à mesa, comendo mais do que precisam?

No artigo de hoje, vamos analisar à lupa o que acontecem nestes dias, e perceber de que forma ultrapassar dias de festa sem ficar parecido com o boneco da Michelin.

VARIAÇÃO DE PESO CORPORAL DA POPULAÇÃO AO LONGO DO ANO

 

Eu era uma das pessoas, que aproveitava qualquer festa como “se as calorias não contassem”, e depois era perdido por 100 perdido por 1000, certo?

O que não era perdido nessas alturas era o peso que acabava por ganhar dos jantares extras, daquela mão cheia de nozes, recheada em três tigelas de mousse…

Depois da noite de consoada era o dia de Natal, no modo “é só um dia” dizia eu, e lá começava as 12h, e até as 21h era uma maratona de dilatação estomacal… E não estamos a falar de compulsões ou de binge eating estamos a falar de pessoas normais que como eu excedem os limites.

A combinação da quantidade de comida consumida nestes dias em conjunto com a sua “qualidade”, gera um risco enorme de mudar o set-point de peso corporal ao longo do tempo, mais não sejam causados pelos pequenos incrementos anuais por esta altura (artigo set points de peso).

 

Vamos então analisar o que acontece nesta fase do ano tão famosa. Analisando as variações de peso corporal ao longo do ano:

 

 

Conclusão dos investigadores: “Nestes três países, existe um aumento de peso durante as épocas festivas, e metade do peso ganho é rapidamente perdido após as festas, metade do peso ganho é mantido ao longo dos restantes meses”.

O cenário mais semelhante ao nosso Português/Europeu é o da a Alemanha representada a azul no gráfico.

Impressionante o pico que acontece desde o início de dezembro até ao início de janeiro! Falamos de uma média de variação de cerca de 1 quilo! Imaginando que há aquelas pessoas que não ganham nem uma grama, há sempre aquele “infeliz” que ganha 3 quilos…

Mais impressionante, nos meses de páscoa existe novamente um pico começando depois a diminuir em direção ao Verão. Mas o pior, é que nunca chega a existir uma perda de peso tão grande, como a quantidade de peso ganho na altura do Natal. E o que isto significa?   FICAM GORDOS DE ANO PARA ANO!


Mas se estás a ler este artigo é porque de algum modo te preocupas, e é para ti que escrevo, para que não te aconteça o mesmo.

Se consumires mais calorias do que as que precisas, imediatamente pensas que vais ganhar peso. A resposta é: mais ou menos!

Alguma das calorias extra são “derretidas” sob forma de calor, também conhecido como TEF ou Efeito Termogénico dos Alimentos. Algum desse extra calórico é também excretado nas fezes não chegando a ser totalmente acumulado sob forma de tecido adiposo, devido a eficiência na conversão para gordura corporal (dependendo do macro em excesso, mas isso é muito geek e não é a ideia deste post).

Se a tua tentação é no dia 26 subir a balança e pensar “vamos lá a ver o estrago” deves ter em conta:

  • Tenta pesar-te em jejum, vais ter imensa comida ainda retida no teu sistema digestivo, e vais ter algumas idas ao WC…
  • Vais ingerir mais líquidos provavelmente por isso se te pesares que seja após a urina matinal;
  • Prepara-te para a retenção de líquidos extra destes dias. A quantidades de líquidos retida varia com o exercício, medicação, ingestão de sal (sódio) e a quantidade de hidratos ingeridos. Para o corpo digerir os hidratos de carbono consumidos, estes devem ser transformados em glicogénio (que não passa de um polissacarídeo da glicose) e que vai acabar por ser preso a moléculas de água: 3-4 gramas de água por 1 grama de glicogénio. Um adulto de 70kg consegue acumular cerca de 100g de glicogénio no fígado (glicogénio hepático) e cerca de 400g de glicogénio nos músculos. Assim, se consumires hidratos suficientes para acumular todo o glicogénio que o teu corpo consegue acumular, é possível que consigas acumular cerca de 1,5-2 kg de água extra no teu corpo.

Por isso antes de pensar em detoxificar o teu corpo, é bom que saibas que não vais mais do que perder água, que retiveste estes dias (e que irias perder de qualquer forma voltando a um plano alimentar normal e saudável).

Quero eu dizer que afinal não engordas? Numa refeição é muito improvável!

O que estamos a analisar são “n” refeições sistemáticas que acontecem, desde jantares de família a começar no dia 1 de dezembro, jantares de natal dos amigos “fit”, da empresa, da equipa do croché e dos amigos de 4 patas! Já não falamos de uma refeição, mas de dias consecutivos.

Se a tua preocupação é apenas a noite de consoada e o almoço de natal é muito improvável ganhar quantidades enormes de gordura corporal, se forem somente estas refeições.

Comer ligeiramente em excesso se for apenas esporádico, não é necessariamente pouco saudável. Podes claro ser mais inteligente em comer duas postas de bacalhau, em vez de 4 fatias de tronco de Natal, mas vamos falar já disso em seguida.

NÃO SEJAS INÁCIO, ABORDA ESTES DIAS COM ESTRATÉGIA

Um dos passos mais simples é tentar começar com a comida “saudável” primeiro de forma a ficar mais saciado, mas vamos a mais pormenor.

Controlar os excessos de forma eficiente

A proteína é superior no que toca à saciedade, comparativamente aos hidratos de carbono e à gordura, seja nos efeitos a curto prazo, como a longo prazo. Para além disso, tem também um TEF maior. Aposta em consumir mais proteína nestas refeições deixando quantidades menores para as sobremesas calóricas.
Se tiveres no controlo da cozinha, cozinhar versões do pratos e sobremesas típicas da época por versões mais saudáveis e menos calóricas é também uma excelente opção.
Limita as escolhas alimentares e não as quantidades. Ao limitar a escolha, e apostar em ingerir apenas aquilo que gostas e/ou sentes falta, evitas que estejas apenas a comer por comer. Lembra-te: não tens de provar todos os pratos da mesa.

Come até estar satisfeito

Se o objetivo é comer menos calorias neste dia, mas sem sentir fome (que também não parece compatível) aposta em comidas que ofereçam grande poder de saciedade. Como dito acima a proteína é um macronutriente superior no que toca a saciedade, mas todos os alimentos que sejam baixos em calorias, palatabilidade moderada, grande conteúdo de fibra serão sempre excelentes opções. Entre os quais as leguminosas, fruta fresca (e não a desidratada), vegetais, batatas, carne e peixe, aveia e ovos por exemplo são excelentes ideias neste dia!

Se já ouviste dizer que a batata engorda, experimenta na consoada encher-te com batatas cozidas e vamos ver se há espaço para doces ?

Por favor, o meu exemplo não conta para as batatas fritas está bem?

Tenta ouvir o teu corpo, para de comer quando estiveres satisfeito. Sabes que é muito difícil dizer “NÃO” a uma comida apetitosa, e acabas até por comer por simpatia quando te oferecem. Tenta apenas em dizer que não, que comerás mais tarde que agora estás bem. Uma boa ideia é sorrir e dizer o quanto te sentes saciado e o quão maravilhosa estava a comida.

Jejum intermitente

Existem milhentos estudos sobre o assunto, e falamos sobre eles aqui.

Não recomendo que sigas alguma religião, ou faças um jejum extremista, mas reduzir a janela horária onde vais consumir alimentos, e optar por dias com mais comida que outras nesta altura pode ajudar a controlar o estrago.
A ciência já provou que que espaços temporais curtíssimos com restrições calóricas mais agressivas não chegam para ter um impacto negativo nas hormonas, porque não falamos de nenhuma estratégia a longo prazo.

Evita calorias liquidas

Tenta pelo menos nas refeições, nas entradas e no prato principal, optar por água ou bebidas sem calorias.

 

CONCLUSÃO

Com as técnicas acima vais conseguir sobreviver de forma mais plena a nível psicológico e fisiológico.

Algo que também já ajudou centenas de pessoas a conseguir superar estes e outros momentos mais difíceis a nível nutricional, foi o nosso Coaching desenvolvido por uma equipa experiente e profissional. Identificar erros sistemáticos cometidos ao longo de dias, semanas e anos, com a ajuda de um Coach permite superar estes obstáculos com uma abordagem que permite viver e conviver sem viver aprisionado numa culpa, numa tentativa de compensação, que não têm fim.

Eu próprio aprendi com os meus erros, e hoje fico feliz por todos os que ajudo a sobreviver a estas ocasiões, vivendo os momentos e não vivendo a comida. Grandes quantidades de gordura são ganhas ao longo de semanas e meses, não em meia dúzia de horas ou em 2 dias…

Aproveita o Natal, e Descomplica!

Votos de feliz natal da Sik Nutrition. ?

Leitura proposta

Medo de comer no natal
A Pirâmide do metabolismo
Hungry Brain 

Rute Rodrigues – O regresso ao corpo Strong (and sexy)

Rute Rodrigues – O regresso ao corpo Strong (and sexy)

O regresso aos treinos

Quando vejo que é possível retomar os meus treinos lentamente, com todos os cuidados que devo ter, olhei para o Programa Strong & Sexy e achei que encaixaria na perfeição. Foram vários os fatores preponderantes para esta decisão. Primeiro porque precisava de algo pouco dispendioso financeiramente. Em segundo lugar, porque precisava de sentir poder de decisão na escolha dos exercícios, precisava de escolher algo que me parecesse confortável e que de alguma forma servisse para ir testando as reações que a minha coluna lombar iria ter com certos movimentos. Após uma cirurgia à coluna, não se pode brincar e, nesse sentido, achei que faria sentido seguir este caminho. Depois, e não menos importante, o facto de ter um painel de controlo que me mostra a minha evolução diária/semanal, sem sentir que estou a “melgar” o coach, fez-me todo o sentido. Foi como ser a minha própria Coach!

Antes de (re)começar, tinha medo de não conseguir fazer tudo sozinha. Sempre tive o coach João do outro lado, durante os dois anos que estive na team, portanto escolher agora um percurso onde tudo dependeria das minhas escolhas, deixou-me apreensiva. Tinha receio de escolher mal os exercícios e que me pudessem ser penosos fisicamente, tinha medo de chegar ao fim e sentir que não conseguiria o incremento de massa muscular que gostaria. Ter alguém em quem confiamos a orientar-nos é completamente diferente de passarmos a orientar-nos sozinhas, mas há que sair da nossa bola de conforto e seguir caminho.
Na verdade, quando comecei tudo foi ficando claro e, hoje quase com o programa completo, estaria pronta para recomeçar. Tenho a certeza que ainda faria mais e melhor, porque vou vendo que a lombar está a reagir bem, portanto menos medos vou tendo.
Em relação às dúvidas, houve algumas com a escolha do momento certo para mudar as minhas macros diárias. Este aspeto também está clarificado num dos e-book, mas quando estamos habituadas a ter um coach, descuramos este aspeto. Neste caso em particular, tive de passar a estar semanalmente atenta e tive receio de falhar. Para além disso, tive algumas dúvidas com a utilização do MyFitnessPal. Apesar de também estar tudo explicado num dos e-book, achei que com o papel e caneta seria muito mais fácil, quando na verdade não é. Sou um bocado avessa a algumas mudanças, mas nada que um “puxão de orelhas” não resolva. eheheh

As minhas inspirações

Podia enumerar uma série de atletas que idolatro (Michele Lewin em primeiríssimo lugar), mas acho que a pessoa que conheço bem, que faz parte do meu mundo, que acompanhei a sua jornada no mundo da musculação e que já passou por semelhantes episódios aos meus, foi a minha irmã, Sandra Lima (também atleta da Team Sik Nutrition). Posto isto, posso dizer que ela é o meu ídolo. Foi ela a impulsionadora do início deste meu percurso e é uma lutadora, porque nenhuma lesão a demove de fazer o que realmente gosta.
Acompanho o percurso dela desde o primeiro ginásio que frequentou, mas nunca em momento algum me senti com vontade de fazer os sacrifícios que ela fazia para atingir uma forma física que, na verdade nem eu achava piada.

No verão de 2014, depois de ver uma publicação da evolução da minha irmã, já enquanto atleta da Team Sik Nutrition, pensei: “é isto que eu quero”! Sabia o quão descomplicada era a sua vida, que não havia sacrifícios com dietas manhosas, até parecia que existia uma espécie de “receita mágica”, portanto eu queria igual! E assim foi! Foi o início de uma caminhada que rapidamente senti que seria para a vida…assim a saúde o permita.

Retomar o foco

O meu regresso com o Programa Strong and Sexy mais do que começar, para mim foi um recomeçar. Como referi anteriormente, fui obrigada a interromper o meu percurso na musculação, tinha objetivos específicos para concretizar, experiências para vivenciar e tive que as interromper. Na verdade, atualmente nem penso muito nisso, só quero sentir-me bem e não ter dores. As prioridades passaram a ser outras, faz parte.
Começar este programa e fazer parte desta Comunidade tem-me ajudado, como referi, a perder alguns medos e a interiorizar que é possível manter uma boa forma física sem fazer agachamento ou peso morto (que por sinal são os meus preferidos) e isso vê-se nos registos fotográficos e filmagens que tenho feito. É a única forma de percebermos concretamente se estamos a evoluir ou não e, no meu caso, estou.
A existência da comunidade Strong and Sexy tem também sido muito útil para partilhar de tudo um pouco, desde dúvidas, desde evoluções, até receitas de comidas saudáveis.

Uma surpresa até para quem já tem experiência

No decorrer do programa senti que eu decidia tudo. O know how que já trazia da team Sik Nutrition permitiu-me (re)apreender tudo com muita rapidez. Por um lado, porque a base científica que vem descrita num dos e-books eu já a conhecia. Por outro lado, porque gerir macros diariamente, pôr em prática o plano de treino também não me foi novidade. Claro que decidir as fases de mudança de macros ou de seleção de exercícios foi totalmente novo para mim, mas não foi um “bicho de sete cabeças”. O programa é muito intuitivo, a documentação que vem com o programa está muito explícita, portanto acabou por ser fácil seguir tudo.

Aplicar este programa na prática levou-me à consciencialização de que a carga não é tudo, mas sim uma boa técnica. Se aplicarmos uma técnica adequada nos exercícios, se sentirmos que estamos a recrutar os devidos grupos musculares, mesmo com pouca carga, atingiremos mais e melhores resultados. Eu achava que tinha cuidado mas na verdade não tinha.

De onde venho

Tenho vergonha do que fui na adolescência…uma “tábua” eheheh. Mas hoje em dia não. Mesmo antes de começar na team, nunca senti vergonha do que era. Claro que sempre achei que poderia melhorar e na verdade melhorei, mas vergonha nunca senti.
Hoje em dia sinto-me melhor. Ainda não me sinto como sentia há um ano atrás. Ainda não cheguei ao patamar que estava quase a atingir, mas não me posso queixar. Em pouco mais de dois meses, senti que houve um aumento de massa muscular. Na verdade já existia a dita “memória muscular”, foi só aliar um plano delineado como o Strong and Sexy.

As macros

Quando se embarca num registo de controlo de macros, seja através do programa Srong and Sexy, seja através de acompanhamento, há um investimento financeiro e há um enquadrar desse controlo de macros na nossa vida diária. Nesse sentido, temos de saber fazer escolhas e definir o que é prioritário. Claro que não tenho uma vida de anti-social e de clausura, mas há um trabalho que deve ser gerido com conta, peso e medida. Refeições ou eventos que me levem a fugir das macros não me dão medo, mas procuro desfasá-las no tempo, para que o impacto causado não seja tão catastrófico. Muitas vezes digo: “não posso ir”, custa-me, mas faço-o! Quando não dá para dizer que não a essas refeições ou eventos, tento deixar a maior quantidade de macros (sobretudo gordura e hidratos de carbono) para essa refeição, permitindo-me estar mais à vontade e não ficar com tanto peso na consciência posteriormente. Para além disso, tenho o MyFitnessPal que me ajuda a ter uma ideia do que excedi, tendo em conta a noção de proporção que já possuo com a comida.

E claro que, há fases e fases. Nas fases em que ingiro maior quantidade de macros não tenho qualquer receio de ir ao sushi (que adoro) com alguma (muita mesmo) regularidade. Porém, se estou numa fase de défice calórico, procuro não me exceder e deixo para outra altura.
O meu peso corporal também varia imenso devido a vários fatores, por isso aprendi a descomplicar e a não dar grande importância aos números de uma balança. O que importa é o que os registos fotográficos nos mostram, é o que o nosso corpo nos diz, só temos de o saber “ouvir”.
Não sou adepta de “cheat meals”, mas sou adepta de um registo “if it fit your macros”, porque me traz mais equilíbrio durante os 365 dias num ano. Acabo por não ter tanta vontade de cometer excessos semanais. E na verdade é isso que importa, o que fazemos na maior parte dos dias de um ano e não num ou noutro evento.

Como me sinto hoje

Vejo-me uma pessoa, psicologicamente, mais forte e equilibrada, por tudo o que já experienciei. Mais equilibrada porque sou mais consciente no que diz respeito à execução dos exercícios. Achava que o era, mas na verdade não. Há detalhes que fazem diferença e que ao longo do tempo nos criam mazelas. Mazelas essas que se pudermos evitar, promoveremos mais a nossa saúde. Mais forte porque depois de ter estado dependente de terceiros para realizar certas tarefas, ver-me novamente a regressar à vida que considero a minha, deixa-me imensamente feliz e realizada.
Quem não pratica musculação, ou qualquer outro desporto, talvez não compreenda o que senti, mas ficarmos impossibilitados de fazer o que gostamos por motivos de saúde, não é fácil e há uma série de frustrações, com as quais temos de saber lidar e ultrapassar. Não sei se serei alguma espécie de inspiração para alguém, mas gostaria de deixar a mensagem de que tudo é possível. Temos de ser pacientes, zelosos pela nossa saúde, cautelosos, atentos, mas tudo é possível.

Chamo-me Rute, sou Técnica de Formação e adoro praticar desporto. Gosto da minha profissão, mas gostaria que me saísse o Euro Milhões (de vez em quando ainda jogo com alguma esperança eheh), dava-me muito jeito.
Adoro natação, fui atleta de pré competição durante alguns anos, em miúda. Agora, já crescida, ainda nado de vez em quando para matar a saudade. O meu estilo preferido é a mariposa.
Adoro a musculação, mas aprendi a adorá-la. Durante anos andei em diferentes ginásios, mas foram mais os meses que não fui, do que os que fui. Na verdade odiava tudo o que fosse máquinas e pesos livres. Até que em 2014 conheci a Team Sik Nutrition e comecei a ver esta prática desportiva com outro olhar.
Adoro comer, adoro dormir, adoro viajar.
Esta sou eu, uma atleta Strong and Sexy da Team Sik Nutrion. Atleta hoje e até que o esqueleto aguente.

 

 

Alongamentos: antes ou depois do treino?

Alongamentos: antes ou depois do treino?

Introdução

O Tema alongamentos, tem sido muitas vezes trazido como tema de conversa quando o assunto é treino. Seja porque há quem os defenda de unhas e dentes, e outros que fogem como o Diabo da Cruz…

Além disso o momento em que se deve fazer alongamentos é também algo que deixa imensa discórdia. Uns dizem que deves faze-los antes do Treino de Força, outros que são mais eficazes depois. Em que pé ficamos?

Primeiro é importante entender quais são as diferenças entre alongamento, mobilidade e flexibilidade. São termos que se confundem facilmente.

Flexibilidade  é uma qualidade física medida em graus e definida como sendo a capacidade de percorrer a amplitude de movimento articular máxima7;
Mobilidade está relacionada com a capacidade que uma articulação tem de realizar movimento ao longo da sua amplitude máxima.

Alongamento é a aplicação de força nas estruturas miotendinosas com o objetivo de alterar o seu alongamento. Assim sendo o alongamento pode ser considerada uma “ferramenta” para aumentar a flexibilidade e mobilidade1.

Os alongamentos podem ser realizados de diversas maneiras e podemos agrupa-los em estáticos, dinâmicos ou de co-contração.

Quando se fala em alongamentos, o normal é associarmos apenas aos alongamentos estáticos, que consistem em manter a mesma posição durante um período de tempo. Por outro lado os alongamentos dinâmicos são aqueles que usam a velocidade do movimento e um esforço muscular activo para efectuar um alongamento.

Alongamentos antes do treino

O grande objetivo do aquecimento nos treinos é aumentar a temperatura corporal e preparar o corpo para os movimentos que vais fazer em seguida. Por essa lógica não faz muito sentido iniciar a tua sessão de treino com um ligeiro cardio e seguidamente fazer alongamentos estáticos, porque estiveste a aumentar a tua temperatura corporal para depois voltar a baixar.

Existe inclusive evidência que demonstra que a utilização de alongamentos estáticos antes do treino pode reduzir a performance, levando à redução de força e velocidade2. No entanto Kay, o próprio autor do estudo afirma que a intensidade/duração que as pessoas utilizam normalmente no ginásio não irá afetar assim tanto o rendimento.

A meu ver, por uma questão temporal, se é algo que não acrescenta nada à sessão mais vale optar por alongamentos dinâmicos que incidam sobre as articulações a ser utilizadas na sessão, visto requererem um maior controlo motor e estabilidade. Chegando ao treino de força pode ser também pertinente fazer algumas séries de aquecimento com uma carga mais leve, por exemplo se planeias fazer 100kg de Agachamento para 10 repetições, podes fazer algo deste género:

– 1ª séries com 50kg da carga para 10 repetições

– 2ª seríe com 70kg da carga para 7 repetições

– 3ª série com 90kg da carga para 5 repetições

Alongamentos após o treino

Este é um momento duro… Prepara-te, pode ser até para algumas pessoas uma afirmação chocante. Os alongamentos estáticos no final no treino não ajudam na redução das dores musculares6… Os alongamentos estáticos reduzem o fluxo sanguíneo e a oxigenação, que são processos importantes para a recuperação muscular4,5.

Se pensas por acaso que os alongamentos estáticos ajudam na redução de lesões quando feitos após os treinos, existe também evidência que isso não é verdade2 (tal como antes do treino).

Assim sendo não há grande evidência que suporte a obrigatoriedade de os fazer no final e pode até ser mais benéfico introduzir volume de treino (acrescentar algumas séries), ainda para mais se o tempo que tens para treinar for curto. No entanto se te sentes bem com os alongamento, continua! Não será isso que vai afectar o teu progresso a longo prazo.

Resumo e Plano de ação

  • Evita alongamentos estáticos antes do treino, a não ser que tenhas uma razão para tal. Em alguns casos pode fazer sentido fazer estes alongamentos, se estes permitirem aumentar a mobilidade de uma determinada articulação levando a um aumento da amplitude do movimento;
  • Opta por exercícios que te preparem para os movimentos que vais realizar na sessão;
  • Os alongamentos estáticos não reduzem as dores musculares, nem melhoram a recuperação;
  • Se queres melhorar a flexibilidade pode fazer sentido fazer alongamentos estáticos, mas o melhor será faze-los mais afastados do Treino de Força. O próprio Treino de Força quando realizado com com amplitudes de movimento completas, melhora a flexibilidade e reduz lesões.
  • Se te sentires bem a fazer alongamentos estáticos continua! Garante apenas que não os fazes com muita intensidade antes do Treino de Força.

 Alguma dúvida falem connosco, deixem mensagem ou enviem um email.

Descomplica, Coach Mário.

Referências

  1. Armiger P and Martyn MA. Stretching for Functional Flexibility. Philadelphia, PA: Lippincott Williams & Wilkins, 2010.
  2. Jamtvedt G, Herbert RD, Odgaard-Jensen J, Håvelsrud K, Barratt A, Mathieu E, Burls A, Oxman AD.. A pragmatic randomised trial of stretching before and after physical activity to prevent injury and soreness. Vitenskapelig artikkel – 2010. Br j Sports Med 2010
  3. Kay AD, Blazevich AJ. Effect of acute static stretch on maximal muscle performance: a systematic review. Med Sci Sports Exerc. 2012 Jan; 44(1):154-64. Review. PubMed PMID: 21659901.
  4. Mika, A, Mika, P, Fernhall, B, and Unnithan, VB. Comparison of recovery strategies on muscle performance after fatiguing exercise. American Journal of Physical Medicine and Rehabilitation 86: 474-481, 2007.
  5. Poole, DC, Musch, TK, and Kindig, CA. In vivo microvascular structural and functional consdequences of muscle length changes. American Journal of Physiology 272: H2107-H2114, 1997.
  6. Wessel, J, and Wan, A. Effect of stretching on the intensity of delayed-onset muscle soreness. Clinical Journal of Sport Medicine 4: 83-87, 1994.
  7. https://strengthconditioningscience.wordpress.com/2017/04/05/flexibilidade-ou-mobilidade-alongamento-ou-forca-por-joao-moscao/

Por João Gonçalves

O exercício ajuda a combater a Diabetes?

O exercício ajuda a combater a Diabetes?

Está comprovada a relação entre o excesso de peso e a Diabetes, mas será que adotar um estilo de vida saudável pode ajudar a combater esta doença? Hoje falamos sobre a Diabetes mais em detalhe.

Remetendo aos estudos e resumos mais recentes do Sistema Nacional de Saúde em 2015 estima-se a existência de 415 milhões de pessoas com diabetes pelo mundo todo com perspetivas de em 2040 este valor subi para 642 milhões de pessoas em todo o mundo.

O que é a Diabetes?

Diabetes Mellitus (DM) é uma doença crónica cada vez mais frequente na nossa sociedade, e a sua prevalência aumenta muito com a idade, atingindo ambos os sexos e todas as idades.

A Diabetes é caracterizada pelo aumento dos níveis de açúcar (glicose) no sangue, a hiperglicemia.

A hiperglicemia (açúcar elevado no sangue) que existe na Diabetes, deve-se em alguns casos à insuficiente produção, noutros à insuficiente ação da insulina e, frequentemente, à combinação destes dois fatores.

A Hiperglicemia Intermédia, também conhecida como pré-diabetes é uma condição em que os indivíduos apresentam níveis de glicose no sangue superiores ao normal, não sendo, contudo, suficientemente elevados para serem classificados como Diabetes.

Tipos de Diabetes

 

DIABETES TIPO 1

A Diabetes tipo 1 é causada pela destruição das células produtoras de insulina do pâncreas pelo sistema de defesa do organismo, geralmente devido a uma reação auto-imune.

DIABETES TIPO 2

A Diabetes tipo 2 ocorre quando o pâncreas não produz insulina suficiente ou quando o organismo não consegue utilizar eficazmente a insulina produzida. O diagnóstico de Diabetes tipo 2 ocorre geralmente após os 40 anos de idade, mas pode ocorrer mais cedo, associada à obesidade, principalmente em populações com elevada prevalência de diabetes.

DIABETES GESTACIONAL

A Diabetes Gestacional (DG) corresponde a qualquer grau de anomalia do metabolismo da glicose documentado, pela primeira vez, durante a gravidez.

A Diabetes em Portugal

O número de pessoas com Diabetes Tipo 2 está a aumentar em todos os países, e a diabetes foi responsável por 12% dos gastos em saúde em 2015.

Acrescentando existem ainda 192 de milhões de pessoas com diabetes que desconhecem que possuem a doença.

A diabetes provocou 5 milhões de mortes em 2015. A cada seis segundos morre uma pessoa por diabetes.

 

 

Em 2015 a prevalência estimada da Diabetes na população portuguesa com idades compreendidas entre os 20 e os 79 anos (7,7 milhões de indivíduos) foi de 13,3%, isto é, mais de 1 milhão de portugueses neste grupo etário tem Diabetes.

Verifica-se a existência de uma relação entre o escalão de Índice de Massa Corporal (IMC) e a Diabetes, com perto de 90% da população com Diabetes a apresentar excesso de peso (49,2%) ou obesidade (39,6%), de acordo com os dados recolhidos no âmbito do PREVADIAB.

A prevalência da Diabetes nas pessoas obesas (IMC›= 30) é cerca de quatro vezes maior do que nas pessoas com IMC normal (IMC‹25).

 

Prevalência da Hiperglicemia Intermédia

A Hiperglicemia Intermédia (Alteração da Glicemia em Jejum-AGJ, Tolerância Diminuída à Glucose-TDG, ou ambas) em Portugal, em 2015, atinge 27,4% da população portuguesa com idades compreendidas entre os 20 e os 79 anos (2,1 milhões de indivíduos), desagregada da seguinte forma:

  • AGJ – 10,4% da população portuguesa entre os 20-79 anos (0,8 milhões de indivíduos);
  • TDG – 14,3% da população portuguesa entre os 20-79 anos (1,1 milhões de indivíduos);
  • AGJ + TDG – 2,7% da população portuguesa entre os 20-79 anos (0,2 milhões de indivíduos).

Mais de metade das pessoas com Hiperglicemia Intermédia só é diagnosticada com recursos à realização de PTGO (Prova de Tolerância à Glicose Oral).

Sintomas

Os sintomas abaixo descritos são muito tipicos em pessoas com Diabetes:

  • Várias idas ao WC (urinar) ao longo do dia
  • Secura constante (sede)
  • Fome, muita fome
  • Fadiga extrema
  • Visão turva
  • Dificuldade em sarar feridas

Se tens 1 ou mais sintomas dos descritos visita por favor urgentemente o teu Médico de Família.

Complicações da Diabetes

A persistência de um nível elevado de glicose no sangue, mesmo quando não estão presentes os sintomas para alertar o indivíduo para a presença de Diabetes ou para a sua descompensação, resulta em lesões nos tecidos.

Embora a evidência dessas lesões possa ser encontrada em diversos órgãos, é nos rins, olhos, nervos periféricos e sistema vascular, que se manifestam as mais importantes, e frequentemente fatais, complicações da Diabetes.

As principais complicações crónicas da Diabetes são:

  • Neuropatia e Amputação;
  • Retinopatia;
  • Nefropatia; e
  • Doença cardiovascular (DCV).

 

Controlo e Tratamento da Diabetes

Falando da Diabete tipo 2 que é a mais controlável, comparativamente a tipo 1 que normalmente está relacionado com reações autoimunes.

O primeiro passo no tratamento da Diabetes tipo 2 é o mais importante e mais relacionado com o propósito deste artigo: é obrigatório uma adaptação alimentar quer a nível de escolhas de alimentos, número de refeições por dia e controlo da atividade física diária.

O primeiro passo, que envolve o descrito acima como melhorar alimentação e aumentar a atividade física (aumentando a quantidade de tempo a caminhar e exercício físico programado) pode levar a perda de peso em excesso, e essa perda pode por si só ser suficiente para tratar temporariamente a Diabetes.

Quando o acima se mostra ainda assim insuficiente é possível que seja necessário o uso de alguma medicação apropriada e em casos mais difíceis administração de insulina.

Alimentação com Diabetes

Eu sei que falamos de uma doença relacionada com insulina, logo as pessoas (e muitos profissionais) associam imediatamente aos hidratos recomendando uma dieta dita “low carb” ou outros uma dieta “low fat” para resolver o problema.

Antes de entrar em em extremismos com estudos ainda conclusivos, um dos primeiros passos implica a análise de uma dieta variada com escolhas integrais, o menos processado possível.

Interessante um estudo recente comparou os efeitos de uma dieta “low carb”, uma dieta “low fat” e uma dieta Mediterrânica analisando vários marcadores de saúde.

A dieta Mediterrânica foi uma das mais bem classificadas no que diz respeito aos diabéticos com melhorias no controlo dos açucares, redução de perímetro abdominal, etc.

Estudo: Efeitos da dieta Mediterrânica vs. Low Fat vs. Low carb

Desta forma, se decidires incluir alguns hidratos opta sempre pelos mais nutricionalmente ricos.

Treino e os seus benefícios

O Treino influencia não só a Diabetes como a tua sensação de bem-estar. Entre os quais:

  • Redução da pressão arterial e colesterol
  • Reduz o risco de doenças coronárias
  • Queima calorias que auxiliam quer na manutenção como possível perda de peso
  • Ajuda a dormir melhor
  • Melhora a gestão de stress através da libertação de endorfinas
  • Fortalece ossos e tendões 

Artigo em destaque: QUAL O PLANO DE DIETA E TREINOS PERFEITO PARA MIM?

Sumário e recomendações

Nesta altura deves estar com medo da Diabetes… E é caso para isso! Aproveita e começa a cuidar hoje mesmo de ti, e previne esta doença que pode ser controlada bem antes de aparecer com as diretrizes elaboradas acima no artigo.

Desta forma:

  • Tenta manter um peso saudável e uma quantidade de gordura corporal num intervalo considerado seguro
  • Distribui as tuas refeições de forma harmoniosa ao longo do dia
  • Tenta consumir vegetais em todas as refeições, e fruta entre refeições principais
  • Tenta consumir proteína em todas (ou quase) refeições
  • Evita alimentos refinados
  • Tenta consumir aproximadamente 25g de fibra por dia ou pelo menos 10g de fibra por cada 1000kcal de ingestão calórica

Apesar de não termos nenhum diabético na nossa equipa, todos seguimos estas diretrizes, mais vale prevenir, que remediar ?

Literatura:

DadosDiabetes: Factos e Números – 8.ª Edição
Diabetes types 1 and 2

 

Por João Gonçalves